<![CDATA[Riscos ao patrimônio pessoal exigem gestão do empresário]]

<![CDATA[Empreender no Brasil exige cada vez mais atenção que vai além da operação da empresa. Em um ambiente marcado por maior complexidade regulatória, custos elevados e mudanças frequentes nas regras, decisões aparentemente simples podem ter efeitos diretos sobre o patrimônio pessoal do empresário. É nesse contexto que o e-book Responsabilidade patrimonial do empresário, lançado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), reúne orientações práticas para reduzir as ameaças e fortalecer a segurança jurídica das empresas.O conteúdo mostra que a separação entre os bens da empresa e os do empresário, embora seja um princípio básico da atividade empresarial, ainda é frequentemente negligenciada. Quando essa divisão não é respeitada no dia a dia — seja por desorganização, seja por falhas na condução do negócio —, o risco deixa de se limitar à pessoa jurídica e passa a atingir diretamente o patrimônio pessoal. Em outras palavras, problemas da empresa podem, sim, atingir o CPF.Ao longo da publicação, são detalhadas situações recorrentes que fragilizam essa proteção, como ausência de controle contábil, descumprimento de obrigações legais e encerramento irregular das atividades. O conteúdo também explica as circunstâncias nas quais a Justiça pode desconsiderar a personalidade jurídica da empresa, mecanismo que permite atingir os bens dos sócios quando há abuso, fraude ou confusão patrimonial.Estrutura importaUm dos pontos centrais é que a proteção patrimonial começa na escolha do tipo societário, mas não termina ali. Modelos como os de Microempreendedor Individual (MEI) e Empresário Individual (EI) não separam os patrimônios, o que expõe diretamente os bens pessoais em caso de dívidas. Já estruturas como Sociedade Limitada (LTDA) ou Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) oferecem essa barreira, desde que a gestão seja conduzida de forma adequada e consistente.Isso significa que não bast

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