<![CDATA[Período eleitoral não pode ser carta branca para avanços populistas]]

<![CDATA[O cenário eleitoral indica que o segundo turno das eleições presidenciais deverá mesmo ser disputado pelo presidente Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro, não havendo espaço para o crescimento expressivo de outra candidatura viável, de acordo com as percepções dos eleitores que as pesquisas estão captando.A avaliação é do cientista político Cristiano Noronha, vice-presidente da consultoria Arko Advice, que participou da Plenária de maio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), ao lado do jornalista esportivo, escritor e produtor de filmes Mauro Beting. Noronha não acredita na desistência do senador do PL em razão do contexto político envolvendo a sua candidatura.O cientista político disse que, se eleito, Flávio Bolsonaro teria mais condições de empreender reformas estruturais, como a Administrativa, e de manter uma relação mais estável com o Congresso. Em contrapartida, seria cobrado para investir em uma agenda política que acene para a sua base, o que poderia resultar em confrontos institucionais e insegurança jurídica.O presidente Lula, por sua vez, se reeleito, tende a manter o foco na questão social, com um aumento na arrecadação tributária para custear os programas. O petista, segundo Noronha, deve permanecer com uma postura mais modesta quanto às reformas. No campo político, ainda teria uma relação difícil e instável com o Congresso. Por fim, teria de gastar energia para construir o seu sucessor.O vice-presidente da Arko Advice demonstrou com pesquisas que, historicamente, a popularidade e a aprovação dos governos dos presidentes em exercício melhoram no ano eleitoral, o que acontece desde Fernando Henrique Cardoso, no fim da década de 1990. Na sua avaliação, o principal motivo é que o presidente em exercício investe em “pacotes de bondade” para aumentar suas chances nas urnas.Ainda assim, ao que tudo indica, meses antes do pleito, o resultado final das urnas no segundo turno não será decidido por uma diferença superior a 4 pontos porcentuais (p.p.) entre os dois candidatos. No entanto, opinou que “Lula tem, no momento, um leve favoritismo”.Para a FecomercioSP, ainda que o ambiente eleitoral, tradicionalmente, seja movido por paixões e torcidas, é importante que os candidatos à Presidência de República e aos governos estaduais foquem na apresentação de propostas e programas de governo que combatam os entraves à produtividade e às condições de crescimento dos negócios,

Compartilhe