<![CDATA[Por José Goldemberg, Alexsandra Ricci e Cristiane Cortez*A segurança energética é fundamental para a competitividade da economia brasileira e para a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente diante da crescente participação de fontes renováveis intermitentes, como a solar e a eólica. Nesse contexto, a decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) de realizar leilões específicos para sistemas de armazenamento em baterias representa um avanço importante para a modernização do setor elétrico.A medida ocorre em momento oportuno, diante das preocupações relacionadas ao Leilão de Reserva de Capacidade de Potência (LRCAP) de 2026. A contratação adicional de usinas termelétricas, ainda que voltada para a segurança do abastecimento, pode comprometer consumidores e empresas com custos de longo prazo. Esses empreendimentos são remunerados pela disponibilidade, ainda que não haja geração efetiva de energia; quando acionados, soma-se ainda o custo do combustível consumido.Esse modelo tende a pressionar as tarifas por 10 a 15 anos, com reflexos sobre inflação, custos de produção, competitividade das empresas e custo de vida da população. Por isso, a FecomercioSP entende que o planejamento energético deve observar os princípios da modicidade tarifária, da eficiência econômica e da previsibilidade regulatória.O Brasil precisa avançar para soluções mais modernas, sustentáveis e alinhadas com a transição energética global. Além de medidas regulatórias de baixo custo, como horário de verão, tarifa branca e fortalecimento de programas de eficiência energética, é indispensável considerar a evolução tecnológica do setor. Os preços das baterias vêm caindo de forma expressiva, ampliando a sua viabilidade como alternativa para garantir flexibilidade e segurança ao sistema.O armazenamento em baterias permite resposta rápida às necessidades operacionais, reduz cortes de geração renovável, aumenta o aproveitamento das energias solar e eólica e diminui a necessidade de despacho t&eacu