<![CDATA[Novo Desenrola pode oferecer alívio pontual para famílias, mas apresenta limitações estruturais]]

<![CDATA[O lançamento do Novo Desenrola Brasil pelo governo federal, por meio de Medida Provisória (MP), com promessa de descontos de 30% a 90% nas dívidas e possibilidade de uso de até 20% do saldo do FGTS, recoloca no debate público o tema do endividamento das famílias. Embora a iniciativa busque ampliar o acesso à renegociação de débitos — principalmente em modalidades como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) —, na análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), há elementos que sugerem limitações relevantes quanto à sua efetividade.O nível de endividamento familiar brasileiro chegou a patamar elevado, conforme indicam dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), quadro corroborado pela FecomercioSP na Cidade de São Paulo, onde pouco mais de 70% dos lares têm algum tipo de dívida. No entanto, é importante distinguir endividamento de inadimplência. O primeiro é inerente ao funcionamento da economia moderna, enquanto o segundo — o atraso no pagamento das obrigações — é o ponto que mais chama a atenção. Nesse aspecto, os indicadores mostram relativa estabilidade no último ano, com inadimplência em torno de 29% na média nacional e 20% na capital paulista, sem sinal de deterioração fora do padrão histórico.O crédito deve ser compreendido como instrumento essencial ao desenvolvimento econômico. A preocupação central não deve recair sobre sua existência, mas sobre o desequilíbrio financeiro que leva ao não pagamento das dívidas. Ainda assim, em um contexto de debate político mais acentuado, especialmente em períodos eleitorais, o tema ganha mais visibilidade, independentemente da gravidade dos indicadores.Segundo a Federação, o Novo Desenrola pode oferecer um alívio pontual para parte das famílias, mas apresenta limitações macroeconômicas estruturais semelhantes às do programa anterior. O ambiente econômico permanece como principal desafio, marcado por juros eleva

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