<![CDATA[Considerada fundamental para garantir segurança energética e confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN), a ampliação da capacidade de geração de energia prevista no Leilão de Reserva de Capacidade de Potência (LRCAP) de 2026 tem gerado preocupação no setor produtivo diante dos possíveis impactos aos custos de energia pelos próximos 10 a 15 anos. A avaliação de especialistas é de que a contratação adicional de usinas termelétricas pode elevar os custos a empresas e consumidores, pressionar a inflação e comprometer a competitividade da economia nacional, além de retardar a modernização tecnológica do setor elétrico brasileiro.A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) intensificou as críticas ao modelo adotado no leilão, criado para garantir oferta de energia em momentos de pico de demanda. Para a Entidade, embora a segurança energética seja necessária diante do avanço das fontes renováveis intermitentes, a contratação de novas termelétricas tende a estipular custos elevados e prolongados ao sistema elétrico brasileiro.A principal preocupação está na contratação dessas usinas, que serão remuneradas apenas por permanecerem disponíveis ao sistema, mesmo sem gerar energia. Caso sejam acionadas, o custo do combustível consumido também será repassado às tarifas.“O impacto negativo chega em cascata. Se aumenta 12% para a Indústria, aumenta para o Comércio e os Serviços também. Isso aumenta o custo operacional, encarece os produtos, gera inflação e reduz o poder de compra da população”, afirmou a assessora do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, Cristiane Cortez. “O Comércio vende menos, os Serviços perdem demanda e toda a economia desacelera”, complementou.Conta de luz mais alta pesa sobre Comércio e ServiçosSegundo a Entidade, setores intensivos em refrigeração e climatização — como supermercados, pet shops, salões de beleza e alimentação — já convivem com f