<![CDATA[O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), disse a líderes empresariais filiados à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que pretende inserir nas propostas sobre o fim da jornada 6×1 as “pautas estruturantes” que compõem o escopo da medida. A fala veio no primeiro dia da Comissão Especial dedicada a debater os projetos na Câmara dos Deputados, liderada pelo deputado Alencar Santana (PT/SP). As pautas estruturantes dizem respeito a aspectos em discussão, no Congresso, em torno dos textos — como compensações da União às empresas em decorrência do aumento no custo da hora trabalhada e período mais longo de transição para o modelo de jornada menor. Motta se reuniu na última terça-feira (5) com um grupo de empresários de Sindicatos Patronais filiados à FecomercioSP em seu gabinete, na Câmara, em Brasília. Antes dessa reunião, a comitiva se encontrou com a deputada Adriana Ventura (Novo/SP) e conversou com parlamentares como Any Ortiz (Progressistas/RS), Jorge Goetten (Republicanos/SC) e Joaquim Passarinho (PL/PA). O objetivo era falar sobre efeitos negativos da mudança na jornada por lei sobre as empresas e, por consequência, sobre a economia brasileira. “Considero justa a reivindicação da redução da jornada de trabalho, assim como acho justo ouvir quem emprega. Quero entender como isso [o fim da escala 6×1] será absorvido [pelas empresas]”, afirmou Motta. “Em todas as etapas de aprovação da medida vamos estar abertos às sugestões e do que deve ser defendido para que haja, por exemplo, uma transição ou outras pautas estruturantes que a gente tenha condições de construir politicamente”, completou. O presidente da Câmara também reconheceu que as empresas de menor porte serão mais afetadas pela mudança na jornada. Um estudo da FecomercioSP mostra que a alta nos custos da folha de pagamentos com a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas, como propõe os projetos, seria de R$ 158 bilhões. “Os mais afetados não serão os grandes, mas os pequenos, aqueles que têm três, quatro, cinco funcionários, e não terão onde colocar mais esse custo. Eles já trabalham com margens apertadas. Eu sei disso”, admitiu. Negociação coletivaDurante a reunião com Motta, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat), Dan Guinsburg, reforçou como, na leitura do empresariado, a mudança da jornada por lei, além de não considerar o