<![CDATA[Crise hídrica pressiona reservatórios e reacende discussão sobre incentivos à redução de consumo em São Paulo]]

<![CDATA[A água “some” aos poucos — primeiro, no nível dos reservatórios; depois, na pressão da rede — até se tornar uma preocupação cotidiana para famílias, empresas e governos. Diante da escassez hídrica que volta a pressionar o Estado de São Paulo, representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e do Conselho de Sustentabilidade da Entidade reuniram-se com a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, e outros representantes da Pasta para discutir a proposta da Federação à Consulta Pública Arsesp 14/2025, a respeito da replicação do programa de bonificação pela redução do consumo de água, implementado pela Sabesp em 2014, bem como medidas regulatórias de prevenção e contingência para o sistema paulista de abastecimento, além de cobrar respostas compatíveis com a urgência do momento.Logo no início do encontro, o presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, professor José Goldemberg, classificou a situação como crítica. “A falta de água é uma tragédia. Trata-se de um problema que varia no tempo, mas que, neste momento, está posto. A crise é agora”, afirmou ao destacar que os níveis dos reservatórios seguem abaixo do ideal, apesar das chuvas recentes.Medidas imediatasSegundo Goldemberg, o enfrentamento da escassez exige respostas de curto prazo voltadas para a redução do consumo. “A única coisa que se pode fazer imediatamente é reduzir a demanda. Isso já foi feito no passado com sucesso”, disse ao defender mecanismos de incentivo ao uso racional da água. Segundo ele, ações dessa natureza ajudam a mobilizar a sociedade e a mitigar os efeitos da crise enquanto investimentos estruturais avançam.A FecomercioSP ressaltou que o pleito apresentado nasce da escuta do setor produtivo e do acompanhamento constante do tema, que afeta diretamente a operação de empresas e serviços. A Entidade também destacou a importância de alinhar decisões regulatórias com o caráte

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