<![CDATA[Crédito caro e endividamento colocam empresas no modo sobrevivência]]

<![CDATA[O aumento do endividamento das empresas brasileiras deixou de ser apenas um indicador econômico e passou a representar um sinal concreto de risco para a sobrevivência dos negócios. Frente a juros elevados, crédito caro e desaceleração do consumo, empresas de diferentes portes vivem em um ambiente financeiro mais apertado — principalmente no Comércio e nos Serviços, setores mais dependentes da renda das famílias.Segundo dados da Serasa Experian, a inadimplência dos negócios brasileiros encerrou 2025 em patamar recorde, com 8,9 milhões de CNPJs negativados e estoque de dívidas em atraso de R$ 212,8 bilhões. O quadro permaneceu pressionado no início deste ano, com o indicador de empresas inadimplentes em março atingindo o mesmo patamar de dezembro de 2025, indicando que o problema não se limita a um ajuste pontual, mas reflete deterioração financeira persistente em um ambiente de juros ainda elevados e crédito seletivo.A questão atual vai além da desaceleração das vendas. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o principal problema está na deterioração das condições financeiras das empresas, causada pelo aperto monetário prolongado e pela perda de capacidade de consumo das famílias.Na capital paulista, mais de 70% das famílias estão endividadas e cerca de 21% já estão inadimplentes, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC).O impacto chega rapidamente às empresas. Mesmo com o Comércio no Estado registrando faturamento recorde superior a R$ 1,5 trilhão em 2025, houve desaceleração nas vendas no segundo semestre do ano, incluindo períodos tradicionalmente fortes, como Black Friday e Natal.As receitas crescem menos; o custo financeiro sobe; as margens ficam comprimidas; o capital de giro perde força. E o caixa passa a ser o principal fator de sustentação das operações.MPEs são as mais vulneráveisA situação é ainda mais delicada para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Dos negócios inadimplentes registrados em janeiro de 2026, 8,3 milhões pertencem a esse gr

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