<![CDATA[O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), indicador da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), apontou deflação de 0,03% em junho, na comparação com o mês anterior. O principal motivo para o primeiro resultado negativo do ano na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi o decréscimo do grupo de transportes, que apontou redução de 0,60%, e a queda nos preços das carnes. O grupo de transportes influenciou em 0,13 ponto porcentual (p.p.) o resultado geral do CVCS. [Gráfico 1]Custo de vida por classe social — série HistóricaFonte: IBGE/FecomercioSPO resultado foi influenciado pelos preços internacionais do petróleo e pelo câmbio, que estavam mais favoráveis no período. No varejo, o etanol variou -3,6%, enquanto a gasolina recuou 0,9% e o óleo diesel caiu 0,8%. Nos Serviços, por sua vez, a passagem aérea avançou 4,7%, pressionada pelo encarecimento do querosene de aviação e pela demanda aquecida de meio de ano. Assim, a queda dos combustíveis, embora real, foi parcialmente compensada pelo encarecimento dos deslocamentos aéreos.De acordo com a FecomercioSP, embora o custo de vida tenha apresentado redução e a queda da arroba do boi ainda possa contribuir para o alívio nos preços das carnes, o segundo semestre começa com uma preocupação quanto aos desdobramentos da retomada do conflito no Irã. A continuação do conflito pode encarecer a cadeia logística global e afetar diversos produtos, criando um cenário que, somado às altas consecutivas de serviços de habitação, saúde e transporte aéreo, pode fazer com que o alívio no custo de vida não se repita em julho.É importante ressaltar que, apesar da queda mensal, o CVCS acumulou alta de 3,09% no primeiro semestre, ficando acima dos 2,79% registrados no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o indicador avançou 5,01%, com desaceleração em comparação com os meses anteriores, mas ainda em patamar elevado.[Tabela 1]Custo de vida por classe social — junho/2026Fonte: IBGE/FecomercioSPEm junho, a redução do custo de vida foi uniforme entre as faixas de renda, com variações próximas a zero: -0,06% para a classe B, -0,03% para a C, -0,02% para a E e praticamente estável nas classes D (0,00%) e A (0,01%). Contudo, no acumulado em 12 meses, as classes D (5,70%) e E (5,57%) seguem bem acima das classes B (4,47%) e A (4,64%), reflexo do maior peso de habitação e alimentação no domicílio para o orçamento das famílias menos abastadas. [Tabela 2]Custo de vida por c
