<![CDATA[A nova configuração da política tarifária dos Estados Unidos voltou a elevar a pressão sobre as exportações brasileiras e ampliou os obstáculos para a competitividade das empresas que atuam no mercado norte-americano. O cenário e seus desdobramentos para o setor produtivo foram debatidos na reunião conjunta do Conselho de Relações Internacionais e do Conselho de Assuntos Tributários da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), ocorrida em 19 de agosto.Os efeitos desse novo cenário do comércio internacional sobre as empresas nacionais foram aprofundados por Fabrizio Panzini, diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais da Amcham Brasil, durante o painel “Comércio Internacional: desafios tarifários e atuação institucional do setor produtivo”.Segundo os dados apresentados por Panzini, a nova fase da política comercial norte-americana colocou o Brasil novamente em uma posição de desvantagem competitiva. No cenário posterior à aplicação da Seção 301, a tarifa média incidente sobre produtos brasileiros chegou a 17,7%, a segunda maior entre as principais origens das importações norte-americanas, atrás apenas da China, com 27,2%. Antes dessa etapa, a média era de 11%. “Voltamos a ter uma desvantagem competitiva, mas há uma particularidade nessa relação. Diferentemente de grande parte dos países atingidos pelas medidas, os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil”, afirmou Panzini.Nesse cenário, o executivo apontou a Reforma Tributária como um dos fatores domésticos que podem ajudar a compensar parte da perda de competitividade provocada pelas tarifas. Segundo ele, a desoneração mais ampla das exportações prevista pelo novo sistema tributário tende a reduzir custos para os negócios brasileiros que pretendem melhorar as condições de competição no mercado internacional. “A reforma vai desonerar a exportação e o investimento. Isso pode dar uma compensada para as empresas nacionais”, afirmou.Exportações se