<![CDATA[Turismo bate novo recorde, mas inflação, juros e crédito em atraso ampliam entraves]]

<![CDATA[O Turismo brasileiro segue acumulando resultados históricos em 2026, mesmo diante da perda de ritmo da economia. Em maio, o setor faturou R$ 23,2 bilhões, alta de 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, e o maior valor já registrado para o mês.Os dados integram a Carta Setorial de Turismo — Julho de 2026, publicação mensal do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) que reúne indicadores, análises econômicas e temas estratégicos para empresários e profissionais do setor. Acesse aqui!O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo transporte aéreo, que alcançou R$ 6,9 bilhões em receitas, com crescimento de 9,1%. A demanda, porém, avançou em ritmo mais moderado, enquanto a tarifa média subiu 11,2%. Na hotelaria, movimento semelhante também foi observado: a ocupação cresceu pouco, mas as diárias mantiveram trajetória de alta.A conjuntura mostra que parte relevante do avanço do faturamento decorre do aumento dos preços. Ainda assim, o mercado de trabalho aquecido, o crédito e a chegada de turistas estrangeiros sustentam a atividade. Só no primeiro semestre, o Brasil recebeu 5,3 milhões de visitantes internacionais, quase metade proveniente da América do Sul.As viagens corporativas também renovaram recordes. Em abril, os gastos das empresas com deslocamentos profissionais atingiram R$ 18 bilhões, alta de 4,6%. No acumulado do primeiro quadrimestre, o faturamento se aproximou de R$ 66 bilhões, mesmo em um mês marcado por feriados e incertezas internacionais.A edição atualizada traz ainda uma análise sobre o breve alívio da inflação em junho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou apenas 0,16%, enquanto o acumulado em 12 meses recuou para 4,64%. A melhoria, porém, perdeu força após a retomada da guerra entre Estados Unidos e Irã, que levou o petróleo de volta para perto de US$ 85 por barril.Com as dúvidas, o Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Os efeitos aparecem na atividade econômica e no orçamento das fam&iacu

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