<![CDATA[A Copa do Mundo 2026 chega como uma das maiores oportunidades comerciais para o Varejo e o setor de Serviços por um motivo simples: são raros os eventos capazes de mobilizar consumidores e marcas de todas as regiões do Brasil por várias semanas. No entanto, o engajamento das empresas para o torneio exige cautela, pois o uso indevido de termos, símbolos ou referências protegidas pela Fifa ou pela CBF pode resultar em notificações extrajudiciais, remoção de conteúdo, processos por concorrência desleal e até responsabilização penal, conforme a Lei Geral do Esporte.Para garantir segurança jurídica ao empresariado, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) disponibiliza o Guia prático para evitar marketing de emboscada na Copa do Mundo 2026, elaborado em parceria com o escritório VLK Advogados, com as orientações essenciais. Acesse aqui!O risco do marketing de emboscadaO fenômeno tem nome: marketing de emboscada. É quando uma empresa tenta ganhar visibilidade “pegando carona” no patrocínio oficial de um evento sem ser uma patrocinadora, parceira ou licenciada, criando a impressão de vínculo oficial. O marketing de emboscada pode se manifestar de duas formas:direta: uso de expressões como “Copa”, “World Cup”, slogans, mascotes ou emblemas oficiais;indireta: quando a campanha cria uma associação mental com o torneio por meio de cores, estética, timing e linguagem, mesmo sem citar ou incluir nomes, marcas, logotipos, imagens e outros ativos protegidos. Esse modelo é o mais complexo, pois o conjunto das peças de divulgação pode configurar infração, ainda que os elementos isolados pareçam adequados.O marketing de emboscada pode configurar crime no Brasil quando a comunicação levar o público a entender que uma marca tem vínculo oficial com os organizadores ou quando houver intrusão nos locais do evento, conforme tipificado pela Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023).Guia prático de orientaçãoO material organiza as ações em três níveis de risco, incluindo alguns exemplos:zona verde (baixo risco): decorações com as cores do Brasil, uso de hashtags genéricas e promoções focadas em temas amplos, como “semana do futebol”;zona amarela (atenção): ações que se aproximem da identidade visual do evento;zona vermelha (alto risco): uso de marcas oficiais, sorteio de ingressos ou artes que imitem a estética do torneio sem autorização.A boa notícia é que dá para participar do clima do evento sem infringir n