A UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) e a revista científica IAJMH (InterAmerican Journal of Medicine and Health) abriram procedimentos para apurar possíveis conflitos de interesses em um estudo que investigou os efeitos da exposição do glifosato, um dos agrotóxicos mais utilizados no mundo, sobre trabalhadores rurais. A decisão ocorre após investigação da Repórter Brasil.
Publicado em 2020, o estudo concluiu que os níveis do herbicida encontrados na urina de trabalhadores do município de Nova Mutum (MT), importante polo produtor de grãos, estavam abaixo dos limites considerados aceitáveis pelos órgãos reguladores brasileiros.
A pesquisa foi financiada pela Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso). Documentos analisados pela reportagem indicam que a entidade participou diretamente de etapas cruciais do trabalho, incluindo a seleção dos trabalhadores, a indicação de laboratórios responsáveis por análises clínicas e a logística de coleta e transporte das amostras.
ASSINE NOSSA NEWSLETTER
document.addEventListener(“DOMContentLoaded”, function() {
document.querySelectorAll(‘.form-news button[type=”submit”]’).forEach(function(botao) {
botao.classList.add(“envio_newsletter_materia”);
});
});
Submit
“No caso deste artigo, foram apresentados à revista tanto o formulário padrão de declaração de conflitos de interesse quanto o termo de responsabilidade assinado pelos autores, no qual se certifica não haver omissão de vínculos de financiamento ou acordos com partes interessadas na publicação. É justamente a aparente discrepância entre essas declarações e as informações agora noticiadas que motiva a apuração da revista”, afirma André Ricardo Ribas Freitas, editor da IAJMH, em nota enviada à Repórter Brasil.
Os estudos foram conduzidos sob orientação do professor Paulo César Pires Rosa, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp e atual coordenador da graduação em Farmácia.
Durante reunião do Conselho Universitário realizada em abril de 2025, a procuradora-chefe da Unicamp, Fernanda Silvado, afirmou haver “um claro conflito de interesses” nas pesquisas. Em
