Presidente da CPMI do INSS saúda decisão de Mendonça; suspeitos foram presos

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comemorou nesta quinta-feira (13) a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que decretou as prisões preventivas do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; do ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto; do ex-ministro da Previdência Ahmed Mohamad Oliveira; e de outros investigados por fraudes. Para ele, a segunda fase da Operação Sem Desconto só foi possível porque Mendonça teve um “papel decisivo” que assegurou a atuação independente da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
— Existem núcleos dentro do próprio STF que não se dobram à pressão dos superiores. Foi essa pequena faixa de autonomia, construída no limite, que permitiu que a verdade viesse à tona nesta operação. Esta CPMI viu com seus próprios olhos o delegado da Polícia Federal que só aceitou falar aqui depois que o superior dele, sentado na primeira fileira, deixou a sala. Quando a pressão saiu, a verdade entrou.
Viana classificou Mendonça como “íntegro e temente a Deus” e e reiterou sua esperança de que serão feitas mais revelações sobre o “rombo” no INSS.
— O país compreendeu que essa injustiça não é normal e não será tolerada. Durante muito tempo esses criminosos caminharam como sombras no meio de nós, usando a escuridão como proteção, e a arrogância nesta CPMI para se dizerem inocentes e perseguidos politicamente.
Na manhã desta quinta-feira, Carlos Viana tinha comemorado o avanço das ações contra os desvios no INSS, que, segundo ele, mostram que a CPMI está no “caminho certo”.
‘Padrinhos’
Em entrevista coletiva depois da audiência de hoje, Carlos Viana ressaltou que a prioridade da CPMI será descobrir quais pessoas foram responsáveis por manter os servidores em cargos-chave do INSS para que o esquema de fraudes continuasse.
— É natural que em todo governo se façam trocas de nomes, mas eles conseguiram permanecer desde o governo Temer até o governo Lula. Isso não seria possível sem uma ajuda política. (…) Agora, é nós buscarmos esclarecer quem são esses padrinhos.
Viana adiantou que a CPMI entra numa segunda fase, que será marcada pela convocação dos representantes dos bancos supostamente envolvidos em esquema de fraudes. Conforme sublinhou, as instituições são investigadas por cobrança de juros abusivos a aposentados e pensionistas, venda casada de seguros e obrigatoriedade de aprovação de descontos a associações e sindicatos.
Também o relator da

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