Participantes de seminário defendem inclusão digital e escuta das comunidades para reurbanização de favelas

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O evento foi promovido pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos

A superação do isolamento digital e urbano foi apontada por especialistas e gestores públicos como essencial para romper ciclos de pobreza nas favelas e periferias brasileiras.
Durante seminário promovido pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados, os debatedores defenderam que o acesso a direitos básicos deve ir além da infraestrutura física tradicional, como saneamento básico, moradia e iluminação, integrando a conectividade digital como um pilar para o desenvolvimento social e a inclusão produtiva das comunidades.
O evento “Reurbanização das Favelas, Inclusão Digital e Futuro do Trabalho” foi conduzido pelo deputado Helio Lopes (PL-RJ). Ele destacou as limitações enfrentadas diariamente pelos moradores dessas regiões em relação à internet.
“Nas favelas, o acesso à internet ainda é frequentemente marcado por instabilidade, baixa qualidade, alto custo, dependência de pacotes móveis, ausência de equipamentos adequados e limitações de letramento digital”, afirmou Lopes.
O deputado, que é relator do estudo sobre o tema, defendeu que a infraestrutura digital seja incorporada como parte essencial da urbanização.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Vanessa de Freitas: “Urbanizar favelas é garantir direitos”

Participação comunitária
A assessora técnica de Desenvolvimento de Programas da ONU-Habitat, Vanessa de Freitas, ressaltou a importância de as comunidades participarem diretamente da definição de seus destinos, contrapondo-se ao modelo de projetos que chegam prontos às localidades.
“Urbanizar favelas não é só levar infraestrutura, água, luz, esgoto. Urbanizar favelas é garantir direitos, garantir direito à cidade, garantir acesso a políticas públicas”, afirmou Vanessa.
A representante da ONU explicou que o programa Periferia Viva, do governo federal, utiliza assessorias técnico-territoriais instaladas nas comunidades para debater os projetos com os moradores, garantindo que as intervenções atendam às especificidades locais.
Cidade Mulher
Entre as metodologias participativas citadas por Vanessa, está o projeto Cidade Mulher, que engaja as mulheres para mapear problemas de segurança pública sob sua própria perspectiva.
“Engajar as mulheres, fazer com que elas se localizem no mapa, marquem problemas de segurança, identifiquem possíveis mudanças no ambiente urbano para melhorar a segurança”, detalhou Vanessa de Freitas. Seg

Compartilhe