Parada LGBTQIA+ no Rio defende mais representantes no Legislativo

O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ foi comemorado neste domingo (28) pela 4ª Parada LGBTQIA+, na Lapa, região central do Rio de Janeiro, com o tema “Nosso Orgulho Também se Defende nas Urnas”.

Um manifesto será lançado durante o ato estimulando a presença de mais representantes da população LGBT no Congresso Nacional.

Notícias relacionadas:Polícia legislativa proíbe bandeira LGBTQIA+ em gramado do Congresso.Ao ocupar os Arcos da Lapa, a parada teve, além da celebração, como objetivo ser um espaço de mobilização social, fortalecimento comunitário e enfrentamento às violências históricas que atingem pessoas dessa comunidade (travestis, transexuais, pessoas trans periféricas, lésbicas, bissexuais, intersexo).

A fundadora da Casa Nem, Indianarae Siqueira, destacou a necessidade de se eleger pessoas que, de fato, entendam as demandas da comunidade. 

“Como estamos em um ano eleitoral, o povo será, mais uma vez, chamado a decidir os rumos do país. Mas não basta eleger governos. Nós precisamos eleger parlamentares comprometidos com a democracia, os direitos sociais, a vida do povo. Não queremos parlamentares inimigos do povo e amigos de banqueiros”.

Indianarae Siqueira assegurou que a luta é também por uma vida digna para a classe trabalhadora, entre elas as pessoas LGBTQIA+ que têm trabalhos precarizados.

“Defendemos o fim da escala 6 x 1 e um salário mínimo digno de R$ 2 mil ainda este ano para os trabalhadores brasileiros e condições justas para as pessoas autônomas e profissionais informais”.

O manifesto reivindica também a empregabilidade trans, educação e saúde pública de qualidade, políticas públicas humanizadas e acesso universal aos direitos básicos.
 

Rio de Janeiro (RJ), 28/06/2026 – 4ª edição da Parada LGBTQIAPN+ da Lapa, com o tema Nosso Orgulho Também se Defende nas Urnas, marca o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, nos Arcos da Lapa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Violência

Os coletivos que assinam o documento reivindicam segurança para as mulheres, pessoas negras e periféricas e LGBTQIA+, “para que possam ser vistas dentro dessa segurança e não como problema na segurança, nem como réus e criminosos porque, historicamente, essas são as pessoas mais atingidas pela violência”. 

Indianarae Siqueira garantiu que os eleitores LGBTQIA+ irão às urnas em outubro para defender a democracia e contra golpistas. 

“Nossos corpos são políticos, nosso voto é resistência”, disse.

Marcio Villard, coordenador do G

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