Operador de telemarketing: debatedores defendem regulamentação da profissão

A regulamentação da profissão de operador de telemarketing, assim como a garantia de melhores condições de trabalho para a categoria, foi defendida pelos participantes da audiência pública promovida nesta quinta-feira (26) pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado – CAS.
O debate foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto de lei que regulamenta a profissão e institui um piso salarial nacional para a categoria (PLS 447/2016).
A audiência, que foi presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF), contou com a participação de representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e de sindicatos do setor de telemarketing, além de especialistas em direito do trabalho.
Atualização
Representantes sindicais da categoria apresentaram à comissão uma nova versão do projeto de lei, que considera mudanças ocorridas desde 2016, quando o projeto foi inicialmente proposto.
— Antes a gente [operadores de telemarketing] só atendia ou ligava. Hoje, a gente atende, liga, atende chat, WhatsApp, e-mail. Então foram sendo agregadas para o operador de telemarketing diversas funções. E a gente recebe sempre o mesmo salário. Por isso, a gente tem uma carga horária extensa. Então, a gente tem aqui alguns pedidos de alterações no projeto lei que são importantíssimos para a nossa categoria — afirmou Vivian dos Santos Queiroz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing de Campinas e Região.
Precarização e adoecimento
Vários debatedores argumentaram que a regulamentação dessa profissão é necessária devido à sua precarização. Alguns dos fatores que contribuem para isso, segundo eles, são: adoecimento físico e mental, jornada de trabalho extensa, remuneração variável que muitas vezes depende de metas e um ambiente hostil e controlado.
Para Pedro Tourinho de Siqueira, presidente da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho – Fundacentro, o telemarketing é uma atividade problemática em relação à saúde e à segurança do trabalho — e está associada a índices elevados de adoecimento.
Segundo ele, há uma prevalência elevada de transtornos mentais relacionados ao trabalho com telemarketing — como ansiedade, depressão, formas crônicas de expressão do estresse e síndrome de Burnout —, além de doenças vocais resultantes do trabalho intensivo da voz e de distúrbios osteomusculares.
Os participantes do debate também reiteraram que o setor de telemarketing emprega milhares de pessoas no Brasil, sendo muitas vezes a porta de entr

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