Munduruku bloqueiam entrada da COP30 e cobram reunião urgente com Lula

BELÉM (PA) — Desde as 5h da manhã, dezenas de indígenas do povo Munduruku de aldeias próximas a Itaituba e Jacareacanga, no Pará, protestam diante do portão fechado da Blue Zone da COP30, em Belém. O ato bloqueia a entrada do principal pavilhão da conferência climática da ONU (Organização das Nações Unidas).

As lideranças cobram reunião urgente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmam que só vão permitir o ingresso de trabalhadores e participantes no evento se forem atendidos por alguma autoridade. Os Munduruku afirmam que o governo permite o avanço de uma série de projetos sem consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas sobre os impactos desses empreendimentos.

As queixas recaem sobre hidrovias e portos privados, além de projetos de crédito de carbono, de agronegócio e da Ferrogrão — estrada de ferro que liga municípios produtores de grãos no Mato Grosso a terminais fluviais de cargas no Pará.

Os manifestantes pedem revogação do Decreto 12.600/2025, cancelamento do projeto da Ferrogrão e proteção contra grandes empreendimentos dentro do território (Foto: Fernando Martinho/Repórter Brasil)

O ato é articulado pelo Movimento Munduruku Ipereg Ayu. “Presidente Lula, estamos aqui na frente da COP porque queremos que o senhor nos escute”, diz a nota do movimento. “Revogue o Decreto 12.600. Cancele a Ferrogrão. Demarque nossas terras. Fora crédito de carbono. Nossa floresta não está à venda”

O grupo saiu da Aldeia COP e caminhou até a entrada da área restrita da ONU. Ao chegarem, encontraram o acesso trancado e policiais da Força Nacional posicionados na entrada do Parque da Cidade. Uma liderança afirmou: “Se o portão está fechado, ninguém entra e ninguém sai”. Mais policiais seguem chegando ao local.

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Hidrovias são o principal foco do protesto

O Decreto 12.600/2025, que instituiu o Plano Nacional de Hidrovias, é o principal alvo

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