Lei do Combustível do Futuro impulsiona investimentos, avaliam debatedores

Renato Araújo / Câmara dos Deputados

Ministro de Minas e Energia participou do debate

Representantes do governo e dos setores econômicos apresentaram, na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (2), avanços e desafios em torno da Lei do Combustível do Futuro, que completa dois anos em 8 de outubro.
Além do aumento da mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel, a lei trata de biometano, diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês), considerados fundamentais para a gradual substituição dos poluentes combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão.
Estimativas do Monitor Energia do Futuro apontam para cerca de R$ 200 bilhões investidos ou em planejamento de aplicação. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o recente investimento de uma multinacional, com atuação no norte de Minas Gerais e no Recôncavo Baiano.
“Quando eu vi a Acelen fazer a inseminação da semente de macaúba e agora, há poucos dias, assinar o contrato para plantar 180 mil hectares de macaúba e fazer biorrefino de diesel verde e de SAF, lá em Mataripe, eu pude ver que valeu a pena”, afirmou.
A implementação da lei foi debatida em seminário da Comissão Especial sobre Transição Energética, coordenada pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), relator na Câmara da proposta (PL 528/20) que deu origem à Lei do Combustível do Futuro.
Para o parlamentar, fatos geopolíticos recentes tornaram ainda mais relevantes as nossas decisões, como o que acontece agora no Estreito de Ormuz, com o conflito entre Irã e Estados Unidos elevando o preço dos combustíveis fósseis.
“E agora? É olhar menos para trás e ver como é que nós vamos aumentar a produção (dos combustíveis do futuro), que saltos dar e como avançar no mercado”, afirmou.
O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt Neto, citou avanços na conclusão de decretos de regulamentação dos combustíveis do futuro e nos convênios para aprimorar a fiscalização do setor.
Ele defendeu a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP 109/25) que autoriza a ANP a acessar dados fiscais para combater fraudes. O texto já passou pela Câmara e está em análise no Senado.
“Ele nos permite ter uma fiscalização inteligente, não só voltada para você conseguir ir a campo e apurar, mas conseguir fazer, por exemplo, o balanço de massa, em que a gente sabe das fraudes que pode haver”, afirmou o diretor
Avaliações setoriais
O seminário contou com mais de

Compartilhe