O fortalecimento de políticas sociais como os programas Bolsa Família e de alimentação escolar (Pnae), o apoio à agricultura familiar, a capacitação e o acesso a tecnologias, a disponibilidade de crédito a pequenos e médios produtores foram decisivos para o Brasil sair pela segunda vez do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), em julho de 2025. A avaliação é do representante regional para América Latina e Caribe da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Rene Orellana, que participou nesta segunda-feira (25), em Brasília, da abertura do Fórum de Juventudes para a Transformação dos Sistemas Agroalimentares da América Latina e Caribe.
“Toda essa política implementada nos últimos anos tem fortalecido a segurança alimentar do Brasil, que dá o exemplo porque são políticas integrais, holísticas, que favorecem o consumo, o mercado e também os produtores e as alianças entre os grandes, médios e pequenos produtores, o que é muito importante para complementaridade”, disse o representante da FAO, Rene Orellana.
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Representante regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e Caribe, René Orellana – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A autoridade boliviana Rene Orellana explica que as experiências plurais dos jovens reunidos na capital federal serão sintetizadas em um documento final que servirá como meio de escuta das principais propostas e demandas, mesmo diante de diferentes realidades dos países da região e níveis distintos de desenvolvimento da produção agrícola e de processos industriais.
“Nós esperamos que essa experiência e esse conhecimento que eles têm sejam investidos em produzir um documento que guie e que dê luzes aos documentos oficiais que serão discutidos na conferência regional que será realizada em março”, disse.
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