O número de ataques de Israel ou dos Estados Unidos (EUA) contra centros e profissionais de saúde segue crescendo ao longo da nova fase do conflito no Oriente Médio. No Líbano, 70 unidades de saúde foram alvo de bombardeios. No Irã, cerca de 300 equipamentos do setor foram danificados.
Ataques contra unidades de saúde representam uma violação do direito humanitário internacional. Não foram registrados, até o momento, ataques a centros médicos em Israel ou outros países do Golfo Pérsico alvos de ataques iranianos.
Notícias relacionadas:Irã lança mísseis contra Israel após Trump falar em controle de Ormuz.Brasileiros no Líbano relatam drama da guerra: raiva, medo e incerteza.Papa Leão chama guerra no Oriente Médio de “escândalo” para humanidade.No Líbano, o Ministério da Saúde informou, nesta terça-feira (24), que 70 unidades de saúde foram atingidas por bombardeios desde o dia 2 de março. Há duas semanas, o número de centro médicos atacados eram de 18.
Dois paramédicos foram assassinados hoje na cidade libanesa de Nabatieh, após um ataque de Israel contra um comboio de motocicletas, segundo relatou a Agência Nacional de Notícias do Líbano, veículo estatal de notícias.
Ao todo, os ataques a unidades de saúde no Líbano mataram 42 profissionais e feriram outros 119. Os bombardeios obrigaram o fechamento de cinco hospitais no país, causando danos parciais a outras nove unidades. Ao menos 54 unidades básicas de saúde foram fechadas, segundo as informações do governo local.
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A Força de Defesa de Israel (FDI) afirma que o Hezbollah tem feito “uso militar extensivo” de ambulâncias e instalações médicas e que agirá contra o grupo caso mantenha essa prática, segundo o porta-voz Avichay Adraee, em comunicado publicado no jornal israelense The Times Of Israel.
A Anistia Internacional diz que Israel não apresenta provas das acusações que faz, destacando que o país também usou a estratégia de assassinato de profissionais de saúde no conflito no Líbano de 2024.
“Lançar acusações alegando que instalações de saúde e ambulâncias estão sendo usadas para fins militares sem apresentar qualquer prova não justifica tratar hospitais, instalações médicas ou transporte médico como campos de batalha, nem tratar médicos e paramédicos como alvos”, diz Kristine Beckerle, diretora Regional Adjunta para o Oriente Médio e Norte da África da Anistia Internacional.
Os danos vêm sobrecarregando o saturado sistema de saúde do Líb
