Grandes empresas compraram R$ 48 bi de fornecedores flagrados com trabalho escravo, diz MPT

MAIS DE 30 grandes empresas compraram, nos últimos anos, R$ 48 bilhões em insumos de fornecedores flagrados por trabalho escravo. Parte dessas companhias assinou acordos para prevenir o crime em suas cadeias produtivas, enquanto outras foram levadas à Justiça para adotar providências.

Esses são os resultados da primeira fase do projeto Reação em Cadeia, anunciados nesta quarta-feira (29) pelo MPT (Ministério Público do Trabalho). O projeto foi criado em 2020 numa tentativa da Procuradoria de responsabilizar empresas envolvidas, direta ou indiretamente, com trabalho análogo ao de escravo em cadeias produtivas no Brasil.

“A gente conseguiu demonstrar que, ao longo de anos, boa parte dessas empresas adquire mercadorias de empregadores escravocratas e não adotam o mínimo de cuidado que seria de se esperar para empresas que são multinacionais, grandes indústrias”, afirma o coordenador do projeto, o procurador do Trabalho Ilan Fonseca, em coletiva de imprensa na sede do órgão, em Brasília.

Segundo os dados apresentados, foram produzidos mais de 30 relatórios técnicos de rastreamento, abrangendo nove setores econômicos estratégicos da economia brasileira.

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Entre os segmentos identificados estão alimentos e setor supermercadista, agropecuária, soja, etanol, indústria do aço, indústria têxtil e construção civil. O relatório também menciona, na zona rural, atividades como pecuária, carvoejamento para siderurgia, cafeicultura, produção de etanol, cultivo de soja, extração de sisal e mandioca. Nos centros urbanos, o trabalho escravo é mais presente na indústria têxtil e na construção civil.

As informações se referem aos anos de 2024 e 2025, período em que o projeto deixou de ser apenas um diagnóstico sobre cadeias produtivas e passou a ter também uma dimensão investigativa, com ajuizamento de ações e assinatura de acordos.

O relatório da primeira fase aponta que mais de 50 empresas f

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