Gestores da Amazonprev ignoraram alertas ao aplicar R$ 390 milhões

Os analistas da própria Fundação de Previdência do Amazonas (Amazonprev) recomendaram que os recursos do fundo previdenciário dos servidores públicos do estado, administrado pela fundação, não fossem usados para a aquisição de letras financeiras emitidas por instituições privadas.

O negócio também foi desaconselhado por uma empresa de consultoria, a LDB, contratada pela Amazonprev para prestar assessoria na área de investimentos.

Notícias relacionadas:Vorcaro chega a Brasília em voo da PF e vai para presídio federal.PF investiga previdência do Amapá por investir R$ 400 mi no Master.Defesa pede que STF apure vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro.Apesar das ressalvas de especialistas, entre junho e setembro de 2024, a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em letras financeiras emitidas pelos bancos Master, Daycoval, BTG Pactual e C6 Consignado, o que levou a Polícia Federal (PF) pedir à Justiça Federal autorização para realizar a Operação Sine Consensu, deflagrada nesta sexta-feira (6), com o apoio do Ministério da Previdência Social.

As letras financeiras são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras interessadas em captar investimentos de longo prazo, com a promessa de, em troca, entregar aos investidores lucros maiores que os de outros papéis.

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Suspeitas

De acordo com a PF, a série de investimentos que a Amazonprev fez, em apenas quatro meses, contrariou “normas de governança e regras federais aplicáveis aos investimentos de recursos previdenciários”. Fato que levou à abertura de um inquérito para apurar possíveis irregularidades e as suspeitas de corrupção e gestão temerária.

Ao longo da investigação, os policiais federais identificaram “movimentações financeiras atípicas” que motivaram a PF a solicitar à Justiça Federal autorização para realizar buscas e apreender documentos na sede da Amazonprev e em outros endereços residenciais e comerciais dos principais alvos da operação desta sexta-feira.

Ao atender o pedido da PF, com o aval do Ministério Público Federal (MPF), a juíza da 4ª Vara Federal Criminal, Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, ao autorizar a operação, destacou que, ao contrário de outros investimentos, as letras financeiras não têm a segurança da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, quem colocar dinheiro neste tipo de investimento assume o risco perder tudo em caso de insolvência da instituição emissora.

“Ocorre que na gestão de fundo

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