FGV estima que PIB desacelerou e cresceu 0,3% no segundo trimestre

A economia brasileira recuou 1,1% na passagem de maio para junho, indicou nesta segunda-feira (17) uma das principais prévias da economia brasileira, o Monitor do PIB, produzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

Apesar da queda no sexto mês do ano, o segundo trimestre apresentou crescimento de 0,3%, puxado pelo consumo. Com esse resultado, o desempenho positivo no acumulado de 12 meses é de 1,8%.

Notícias relacionadas:Mercado mantém estáveis projeções para inflação, juros, PIB e dólar.Em nova redução, Copom baixa taxa Selic para 14% ao ano.CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai.O estudo mensal é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O dado oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desaceleração

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta que o levantamento mostra desaceleração da atividade economia.

No primeiro trimestre de 2026, o crescimento em relação ao trimestre anterior havia sido de 1%.

Trece assinala que a desaceleração foi sentida nas três grandes atividades econômicas pesquisadas: agropecuária, indústria e serviços. Ela acrescenta que apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano.

“Essa manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos duráveis”, afirma.

Apesar da perda de força no crescimento trimestre a trimestre, a economista destaca que o resultado do período de abril e junho foi o 20º resultado positivo consecutivo.

“Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio ao contexto externo e interno, que tem se mostrado desafiador”.

Contexto econômico

Entre os motivos que agravam o cenário macroeconômico ela cita elevação do preço do barril do petróleo, causado pela guerra no Oriente Médio, os juros em patamares elevados no Brasil, e o alto endividamento da população.

No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 14% ao ano.

O patamar alto de juro é uma ferramenta do BC para tentar frear a inflação, uma vez que a Sel

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