Entidades do movimento negro e dos direitos civis dos Estados Unidos (EUA) denunciam um golpe contra a democracia do país após a decisão da Suprema Corte, de maioria conservadora, que derrubou o mapa eleitoral para o Congresso do estado de Louisiana.
O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) dos EUA, Derrick Johnson, disse que a democracia do país “clama por socorro”.
Presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor dos EUA, Derrick Johnson. Frame – Frame Reuters/Proibida reprodução
Notícias relacionadas:“Manipulação eleitoral” ganha força nos EUA com pressão de Trump.Marinhas brasileira e francesa fazem exercício na costa do Rio.Israel: Brasil e 11 países condenam ataque à flotilha humanitária .“A decisão de hoje é um golpe devastador para o que resta da Lei dos Direitos de Voto e uma licença para políticos corruptos que querem manipular o sistema silenciando comunidades inteiras. A Suprema Corte traiu os eleitores negros, traiu a América e traiu nossa democracia”, afirmou o presidente de uma das mais importantes organizações negras dos EUA.
Por seis votos contra três, a decisão do Supremo modifica efeitos da Lei dos Direitos de Voto ao considerar que o mapeamento dos distritos eleitorais de Louisiana se baseou excessivamente em critérios raciais. Com isso, dois distritos de maioria negra devem ser modificados, o que deve alterar a composição partidária do estado no parlamento.
Após a decisão, o governador de Louisiana, Jeff Landry, cancelou, na quinta-feira (30), as primárias dos partidos previstas para 16 de maio com objetivo de alterar os mapas eleitorais antes da votação.
Analistas avaliam que a mudança pode favorecer os republicanos e o presidente Donald Trump em um momento que o chefe da Casa Branca vem perdendo popularidade devido as consequências políticas e econômicas da guerra contra o Irã.
Isso porque a mudança abre espaço para estados alterarem os mapas eleitorais de distritos de maioria negra e latina, que historicamente votam mais nos democratas, sob a justificativa que foram desenhados baseados em questões raciais.
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