Eleições municipais ainda refletem, em parte, polarização política nacional

Rovena Rosa/Agência Brasil

Eleições municipais serão realizadas em 6 de outubro

Lideranças partidárias do governo e da oposição admitem que as eleições municipais deste ano ainda vão refletir parte da polarização política verificada na eleição presidencial de 2022.
Para o vice-líder da Federação PT-PCdoB-PV, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), embora alguns segmentos possivelmente mantenham a polarização, temas locais devem predominar nos debates até a votação de 6 de outubro, quando quase 156 milhões de eleitores são aguardados nas urnas.
“Eleições municipais têm características diferentes, porque prevalecem, muitas vezes, as alianças e as divergências locais. Partidos podem apoiar este ou aquele candidato a presidente, mas, no seu município, fazem alianças às vezes até surpreendentes”, avalia Chinaglia.
Na avaliação do vice-líder do PL, o deputado General Girão (RN) o Brasil continua dividido e essa divisão se reflete sim nos municípios. “Não integralmente, mas reflete. Porque o povo brasileiro hoje tem acesso à internet e, pelas redes sociais, a gente está observando que cada vez mais os candidatos procuram demonstrar o seu posicionamento. É um governo que nos envergonha.”
O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (AL), vê sinais de trégua no acirramento político. “Eu acho até que essa polarização, em alguns momentos, está arrefecendo. Acreditamos que, diante do caminho que o governo tem conduzido em defesa da democracia, ela será cada vez mais arrefecida e diluída durante o tempo.”
Impactos para 2026
As lideranças também apontam possíveis reflexos das eleições municipais nas eleições de 2026, quando serão eleitos presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.
O deputado Isnaldo Bulhões explica que a eleição municipal é oportunidade de os partidos formarem a sua base. “O reflexo da eleição municipal diante da eleição geral sempre é direto, diante da nova composição que os partidos passam a ter e diante do resultado eleitoral nos municípios.”
O deputado General Girão explica que o PL, por exemplo, tem foco no Nordeste. Ele diz ser muito bem tratado em seu estado de origem, o Rio Grande do Norte, e que fica se perguntando onde estão os milhares de votos que o PT teve na região, especialmente o presidente Lula. “A gente não sabe. Agora estamos apoiando candidatos a vereador e a prefeito, deixando prefeituras bem sedimentadas. Apoiando, inclusive, alguns candidatos que não são nem do meu partido, o PL.”
Dinâmicas dif

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