Dores menstruais tiram das aulas 4 em cada 10 alunas no país

Seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam ter cólicas fortes e moderadas que atrapalham sua rotina escolar e exigem uso de medicação. E cerca de quatro em cada dez alunas (37,1%) faltam às aulas mensalmente por dores menstruais.

Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info e foi divulgada nesta quarta-feira (27), Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado nesta quinta-feira (28). A data tem o objetivo de promover a discussão e combater o estigma e a pobreza menstrual.

Notícias relacionadas:Menstruação segura ainda é desafio no Brasil, indica Unicef.Primeira menstruação é tema de filme inteiramente falado em guarani.Governo paulista lança programa para combater a pobreza menstrual.O levantamento foi feito em fevereiro deste ano com 2.551 estudantes – sendo 770 estudantes que menstruam –, 303 docentes e 181 gestores escolares, das redes pública e privada de ensino de todas as regiões do país.

Sintomas menstruais

A sondagem inédita revela que o principal sintoma menstrual que impede as alunas de irem às aulas é a cólica: mencionado por 57,7% das entrevistadas. As demais manifestações relacionadas à menstruação apontados são:

cansaço e dores no corpo, citado por 30,1% das entrevistadas;
dores de cabeça (28%);
dor de barriga, por 20,1%;
vergonha e medo de vazamento, por 19,3%;
falta de banheiro ou produtos de higiene, por 8,2%.

Ausências e atrasos

Os dados coletados revelam que os sintomas do fluxo menstrual podem levar a, aproximadamente, dois dias de falta por mês.

 

Brasília (DF), 27/05/2026 – Líder da iniciativa de endometriose, dor pélvica e saúde menstrual do Alana Sofia Reinach. – Dor menstrual afeta rotina escolar de seis em cada 10 alunas; quatro em cada 10 faltam às aulas mensalmente. Foto: Alana Sofia Reinach/Arquivo pessoal – Alana Sofia Reinach/Arquivo pessoal

A líder da iniciativa de Endometriose, Dor Pélvica e Saúde Menstrual do Instituto Alana, Sofia Reinach, explica que o absenteísmo (faltas ou do não cumprimento da carga horária escolar) nos dias de dor pode afetar a aprendizagem, o vínculo com a escola e as oportunidades educacionais ao longo da trajetória, por isso, deve ser tratado com seriedade.

“Quase 40% das meninas no Brasil estão perdendo pelo menos um dia de aula por mês por conta das dores [menstruais]: uma parcela muito grande da população que deve ser cuidada para que isso não signifi

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