CERCA de mil famílias ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocupam desde a sexta-feira, 1º de maio, uma área que o governo federal pretende transformar no Projeto de Assentamento Maria Glória, em Marabá, no sudeste do Pará.
A União e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) sustentam na Justiça que a gleba pertenceria ao patrimônio público federal e pedem autorização para assumir o controle das terras. Em dezembro do ano passado, o Incra chegou a anunciar a criação de um assentamento no local, com capacidade prevista para 194 famílias.
Até agora, no entanto, ninguém foi assentado. A União e o Incra ainda disputam na Justiça a posse com fazendeiros que teriam ocupado irregularmente a área – o MST protesta contra a lentidão do processo.
Após denúncias de que a Polícia Militar teria bloqueado a entrada de água, alimentos e atendimento médico, o MPF (Ministério Público Federal) cobrou do governo do estado a liberação do acesso ao local. Segundo o movimento, a passagem foi parcialmente liberada no domingo (3), mas segue com restrições.
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Famílias de maior acampamento do país organizam nova ocupação
A ocupação foi organizada por famílias do acampamento Terra e Liberdade, em Parauapebas, o maior do país, com cerca de 5 mil famílias. O novo acampamento foi montado a aproximadamente 35 quilômetros dali, como forma de pressionar o avanço da política agrária na região. Segundo a coordenação do movimento, a mobilização ocorre após meses de promessas não cumpridas pelo governo federal.
“A ocupação é uma forma de pressionar o Incra. Em dezembro, o órgão esteve no Terra e Liberdade e anunciou a destinação dessa área”, afirmou Viviane Brígida, da coordenação do MST, em entrevista à Repórter Brasil.
O Terra e Liberdade concentra uma população que chegou à região atraída pela expansão da mineração e p
