Combate ao feminicídio requer mudança cultural, defende Janja

O Brasil atingiu o recorde de 1.470 mulheres mortas no ano passado. A socióloga e primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, acredita que o fato de os homens terem projeção no Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio revela uma convergência de esforços para que as medidas contra a morte de mulheres possam avançar no país. 

O pacto é importante porque o objetivo é que as mulheres sejam protegidas, ressaltou Janja, acrescentando, no entanto, que é preciso melhorar o monitoramento do agressor.

Notícias relacionadas:Decreto inclui Ligue 180 no Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.Pacto contra o feminicídio busca colocar leis em prática, diz Lula.Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais.“A gente quer que a engrenagem funcione”, sustentou, ao participar nesta terça-feira (3) do Programa Sem Censura, da TV Brasil. 

Para a primeira-dama, é necessário falar sobre o tema do feminicídio, mas também agir. 

“Não se pode normalizar esses crimes que acontecem no Brasil e no mundo, porque existe um discurso de ódio muito violento nas redes sociais”, alertou. 

“E isso não tem limite de acesso [a esse discurso] e de idade”, destacou, ressaltando que são mais de 140 canais nas redes sociais que disseminam discursos de ódio contra as mulheres.

Janja disse se orgulhar de ter levado o tema do feminicídio para o centro do governo e fazer com que os poderes caminhem juntos para uma solução. 

Ela lembrou que a ideia do pacto ter representantes dos Três Poderes é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, algo inédito no mundo.

Na avaliação da socióloga e primeira-dama, a questão do feminicídio atinge todas as mulheres, uma vez que progressistas e conservadoras morrem do mesmo jeito. 

“Da mesma bala e da mesma faca”, afirmou. 

O Comitê Interinstitucional do Pacto apresentará nesta quarta-feira (4), em Brasília, as principais ações que unificam esse esforço, visando chegar a uma sociedade em que as mulheres se sintam seguras no ambiente de trabalho, na rua e em casa. 

Primeira-dama Janja Lula da Silva (C), diretora da TV Brasil, Antônia Pellegrino (D) e Daniela Grelin (E), do No More Foundation, no programa Sem Censura, com a apresentadora Cissa Guimarães – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Para a primeira-dama, é preciso entender que a responsabilidade é de cada um e também do Estado brasileiro. 

“Esse rumo é que a gente precisa corrigir”, defendeu. 

Janja deixou claro que o principal papel do pacto é a

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