#CidadeMulher

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francisco.dasi…
Wed, 08/12/2026 – 18:59

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Brasil

Todos os dias, milhões de pessoas percorrem a cidade para trabalhar, estudar, acessar serviços públicos, utilizar o transporte coletivo, cuidar da família e aproveitar os espaços públicos. Mas esses trajetos nem sempre são iguais. Para muitas mulheres e meninas, a rotina envolve múltiplos deslocamentos, diferentes responsabilidades e formas de viver a cidade. Também envolve adaptar horários, mudar percursos ou deixar de utilizar determinados espaços em razão da falta de acessibilidade, iluminação ou da percepção de insegurança e da violência baseada em gênero. Essas experiências revelam necessidades que nem sempre são consideradas na construção dos territórios.
A campanha “Uma cidade guiada por mulheres é uma cidade mais justa para todas as pessoas”, promovida pelo ONU-Habitat, convida a sociedade a refletir sobre a importância de reconhecer essas experiências na construção de cidades mais inclusivas. Uma cidade guiada por mulheres é aquela que considera as perspectivas, necessidades e conhecimentos de mulheres e meninas para orientar a forma como os espaços públicos, os serviços urbanos e as políticas são planejados, implementados e transformados. Quando essas perspectivas ajudam a guiar esse processo, toda a população se beneficia.
Os trajetos de mulheres e meninas ajudam a revelar como a cidade funciona na prática. Utilizar o transporte público para chegar ao trabalho, levar crianças à escola, acessar serviços de saúde, cuidar de familiares, realizar compras, frequentar espaços públicos e retornar para casa evidencia a importância de aspectos como mobilidade, acessibilidade, iluminação, infraestrutura urbana e segurança. Da mesma forma, os caminhos evitados — em determinados horários ou locais, por medo da violência ou da insegurança — também revelam barreiras que limitam o acesso pleno ao direito à cidade. Ao longo da vida, essas vivências se transformam, incorporando diferentes perspectivas entre meninas, mulheres adultas e mulheres mais velhas.
Ao considerar essas diferentes formas de viver e ocupar a cidade, amplia-se a capacidade de desenvolver soluções que respondam às necessidades da população como um todo. Espaços públicos mais acessíveis, transporte mais eficiente, serviços urbanos mais próximos, ruas mais seguras e territórios mais acolhedores beneficiam mulheres, homens, crianças, pessoas idosas e p

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