China, África e países do Golfo Pérsico condenam ataques ao Irã

Governos e organizações internacionais se manifestaram nas redes sociais neste sábado (28) para condenar os ataques militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, além das ações que atingiram países do Golfo. As declarações pedem cessação das hostilidades, respeito ao direito internacional e retomada do diálogo.

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita condenou o que classificou como “flagrante agressão iraniana” e violação da soberania dos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Kuwait e Jordânia.

Notícias relacionadas:Japão, Rússia e União Europeia reagem a ataque conjunto ao Irã.Entenda os desdobramentos do ataque dos EUA e Israel contra o Irã.Brasil condena ataques dos EUA e Israel ao Irã.O governo saudita declarou solidariedade “total e inabalável” aos países citados e afirmou estar pronta para apoiar quaisquer medidas adotadas em defesa de sua soberania. O governo saudita também alertou para as “graves consequências” da contínua violação dos princípios do direito internacional.

Direito de resposta

O governo do Catar condenou o lançamento de mísseis balísticos iranianos contra seu território e classificou o ataque como violação de sua soberania e integridade territorial.

Doha afirmou que se reserva o direito de responder de forma proporcional, conforme o direito internacional, e reiterou que tem defendido historicamente o diálogo com Teerã como forma de resolver disputas regionais.

O país também declarou solidariedade ao Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Bahrein, e pediu a cessação imediata das ações que possam ampliar o conflito.

Respeito à soberania

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou estar “extremamente preocupado” com os ataques e exigiu a interrupção imediata das ações militares.

O governo em Pequim defendeu o respeito à soberania e à integridade territorial do Irã, além da retomada do diálogo e das negociações para preservar a estabilidade no Oriente Médio.

União Africana

A União Africana divulgou nota assinada pelo presidente da Comissão, Mahmoud Ali Youssouf, manifestando “profunda preocupação” com a escalada militar.

Segundo o bloco, uma intensificação do conflito pode afetar mercados de energia, segurança alimentar e estabilidade econômica, especialmente em países africanos que já enfrentam pressões internas. A entidade pediu moderação, desescalada urgente e respeito à Carta das Nações Unidas, além de apoio a esforços de mediação conduzidos por Omã, país do Golfo Pérsico tradicionalme

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