<![CDATA[Varejo perde tração e reforça sinais de desaceleração da economia]]

<![CDATA[Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o varejo brasileiro segue crescendo, mas em ritmo mais lento, sem força suficiente que indique uma retomada mais consistente do consumo. A primeira divulgação do ano reforça a percepção de que a atividade perdeu dinamismo ao longo de 2025 e entra em 2026 com lentidão.Em janeiro, o varejo restrito avançou 0,4% em relação ao mês anterior, enquanto o varejo ampliado cresceu 0,9%. Embora positivos, os números apenas interrompem uma sequência recente de resultados mais fracos e não mostram uma aceleração clara da atividade.Na comparação com janeiro do ano passado, o desempenho também foi moderado. O varejo restrito registrou alta de 2,8%, enquanto o ampliado avançou 1,1%. Parte desse crescimento, no entanto, ficou concentrada em segmentos ligados ao consumo essencial, como supermercados e artigos farmacêuticos. Esses setores costumam responder com atraso às mudanças no ciclo econômico e tendem a manter algum crescimento mesmo quando a economia perde fôlego.Em contraste, atividades mais sensíveis à renda das famílias já mostram sinais mais claros de enfraquecimento. Combustíveis, livros e papelaria, além de equipamentos de informática, registraram retração no período, sendo que este último apresentou queda expressiva, próxima de 10%. O movimento aponta para um consumidor mais seletivo, que prioriza gastos básicos e adia compras de maior valor ou menos urgentes.Perda de ritmo do comércioEssa mudança de comportamento do consumidor aparece com mais clareza quando se observa o desempenho do varejo em um horizonte mais amplo.O indicador que melhor evidencia a tendência do setor é o acumulado em 12 meses — e é justamente nele que a desaceleração aparece de forma mais clara. Enquanto o varejo restrito diminuiu o crescimento, de 1,9% para 1,6%, o varejo ampliado saiu de uma expansão de 2,7% para praticamente zero.Esse resultado chama a atenção porque o varejo ampliado inclui segmentos mais ligados ao ciclo econômico, como veículos, motos e material de construç&atilde

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