<![CDATA[O setor de Turismo faturou R$ 23,2 bilhões em maio, maior valor já registrado para o mês na série histórica [gráfico 1]. Trata-se de um crescimento de 4,2% em comparação com maio de 2025, segundo os dados da Pesquisa do Faturamento do Turismo Nacional, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).[GRÁFICO 1]Faturamento nos meses de maio (R$ bilhões)Fonte: IBGE/FecomercioSPEntre janeiro e maio, o setor avançou 3,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, com um faturamento de R$ 120,5 bilhões nesse período. Na análise da Entidade, os dados refletem um crescimento puxado por preço, e não por volume: tanto no transporte aéreo quanto na hotelaria, o avanço da demanda foi bem mais modesto do que o aumento das receitas, sinal de que a guerra no Irã segue pressionando os custos do Turismo, repassados gradualmente ao consumidor final.Combustível mais caro sustenta tarifa aéreaO transporte aéreo de passageiros foi, mais uma vez, a atividade de maior faturamento em maio, com R$ 6,9 bilhões [tabela 1], o maior já registrado para o mês na série histórica, com alta de 9,1% em relação a maio de 2025.O desempenho decorreu, sobretudo, do preço. A demanda doméstica — medida pela relação entre passageiros e quilômetros voados (RPK) — cresceu apenas 2,5%, ritmo semelhante ao de abril e bem inferior ao avanço das receitas.O que sustentou o faturamento, de fato, foi o salto de 11,2% na tarifa média das passagens em comparação com maio do ano passado, reflexo do encarecimento do Querosene de Aviação (QAV) provocado pela guerra no Oriente Médio. Na avaliação da FecomercioSP, as companhias aéreas ainda não conseguiram repassar integralmente esse custo aos passageiros, embora o repasse parcial já seja suficiente para sustentar o crescimento nominal do faturamento da atividade.[TABELA 1]Faturamento do Turismo em maioFonte: IBGE/FecomercioSP Hotelaria e alimentação mantêm resultados positivosOs meios de hospedagem faturaram cerca de R$ 4,9 bilhões em maio, com crescimento de 1,8% na comparaçã
