<![CDATA[Transição energética pode levar décadas e deve ser financiada com a renda do petróleo]]

<![CDATA[“Não é possível o Brasil ser ufanista e dizer que é um ‘campeão ecológico’ em eventos internacionais sobre o meio ambiente e esquecer-se que é o oitavo maior produtor de petróleo do mundo — a caminho de ser o quarto.” A opinião é de Rodrigo Tavares, professor catedrático convidado na Nova School of Business and Economics, em Portugal.Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, Tavares defende mudanças na política de financiamento da transição energética. “É fundamental que o Brasil crie condições para que as receitas do petróleo financiem a descarbonização. O País pode ser campeão nas duas áreas — na exploração do petróleo e na transição energética. A contradição não seria essa. A contradição seria não aproveitar as receitas do petróleo para financiar o ‘pós-petróleo’.”, explica. Transição pode levar décadas Pragmatismo. Tavares destaca a importância de um olhar mais pragmático à transição global para uma economia sustentável. Na sua opinião, reduzir as emissões não se trata de uma decisão política ou burocrática, mas uma necessidade, uma questão de sobrevivência econômica e civilizacional. “O Banco Mundial, o FMI e várias outras entidades internacionais têm indicado que o impacto negativo dos riscos climáticos extremos pode chegar a US$ 300 bilhões por ano”, explica. Longo prazo. De acordo com o acadêmico, alcançar a transição e criar uma economia sustentável é um projeto de longo prazo que exige ajustes contínuos, injeção de incentivos específicos e prioridade a políticas concretas. “Se nós levamos 40 ou 50 anos para criar uma economia fóssil, carbonizada, também pode levar 40 ou 50 anos para criarmos uma economia totalmente descarbonizada”, acredita.&nbsp

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