<![CDATA[Sustentabilidade é boa para os negócios e para o planeta, diz José Goldemberg]]

<![CDATA[“A Agenda Verde da FecomercioSP é a destilação de princípios universais em práticas possíveis. Ela mostra, de forma concreta, como cada empresa pode atuar para reduzir impactos, inovar em modelos de negócio e ganhar competitividade em um cenário em que sustentabilidade não é mais opção, mas necessidade.”Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP30, quando o Brasil ganhará protagonismo internacional nos debates climáticos, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reforça o seu compromisso de transformar sustentabilidade em ações concretas com a Agenda Verde, orientando empresas e sindicatos na transição para um modelo econômico de baixo carbono.Nesta entrevista, José Goldemberg — físico e presidente do Conselho de Sustentabilidade da Entidade — analisa os principais entraves da agenda climática global e como os setores do Comércio e dos Serviços podem ser agentes dessa transformação. Para o professor, o momento exige coragem, inovação e políticas públicas bem estruturadas que alinhem eficiência econômica com a responsabilidade ambiental. Acompanhe o bate-papo a seguir.Boletim FecomercioSP — Professor, os setores do Comércio e dos Serviços não estão entre os maiores emissores de Gases de Efeito Estufa (GEE). Como o senhor enxerga o papel dessas empresas na agenda climática?José Goldemberg — É verdade que esses setores não são os maiores emissores, mas podem (e devem) ser protagonistas em medidas de adaptação e eficiência. Políticas como o IPTU Verde permitem estimular práticas sustentáveis sem custo adicional para o Poder Público. Trata-se de uma política pública inteligente que pode ajudar cidadãos e empresas a se adaptarem melhor ao que já está acontecendo: eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.“Embora não seja o maior emissor, o Comércio tem papel estratégico ao impulsionar cadeias sustentáveis e práticas de consumo consciente.”Boletim — O senhor mencionou adaptação. Há espaço para ampliar instrumentos de financiamento climático no Brasil?Goldemberg — Sem dúvida. O problema é que os recursos existem, mas, muitas vezes, não chegam às Pequenas e Médias Empresas (PMEs) por causa da burocracia. O BNDES, por exemplo, continua voltado para grandes clientes. É preciso criar linhas específicas, com juros mais baixos e menos travas, para que empresas de menor porte tenham acesso a crédito e possam investir em eficiência energética, el

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