<![CDATA[O debate sobre a redução da jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1 chegou ao Congresso Nacional com participação ativa do setor produtivo. O Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat) esteve presente nas discussões em Brasília e reforçou a importância de preservar a negociação coletiva como instrumento central para tratar do tema.Representando a entidade, o presidente do Sincovat, Dan Guinsburg, participou do seminário promovido pela Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), realizado na última terça-feira (11). Na ocasião, ele destacou que qualquer alteração na organização da jornada de trabalho precisa considerar as realidades específicas de cada setor e atividade econômica.Guinsburg também atua como vice-presidente do Conselho do Comércio Varejista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), entidade que participou do debate ao lado de representantes empresariais e especialistas. Durante a reunião, foram discutidas as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam da redução da jornada e do fim da escala 6×1.Visão do SindicatoSegundo o presidente do Sindicato, o tema é legítimo, mas exige cautela para evitar prejuízos para as empresas e o emprego. “É perfeitamente possível fazer essa adequação. As empresas analisam sua produtividade, avaliam como mantê-la e verificam de que forma podem ajustar as jornadas. As convenções coletivas são justamente o instrumento que permite isso e possibilita, por exemplo, que setores como o Turismo abram em feriados e atendam o público”, afirmou.A posição defendida pelo Sincovat também foi reforçada por especialistas presentes no seminário. O professor André Portela, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), avaliou que eventuais alterações na jornada poderiam ocorrer no curto prazo, desde que conduzidas por meio de negociações coletivas entre empresas e trabalhadores. De acordo com ele, esse caminho tende a