<![CDATA[As capacidades científica e tecnológica de um país podem agregar valor aos bens naturais e transformá-los, de fato, em riquezas. É o que explica Marco Antônio Silva Lima, doutor em Desenvolvimento Socioambiental e professor na Universidade do Estado do Pará (Uepa).“Nós não produzimos o aço no Pará, apesar de termos a maior província de minério de ferro do mundo. Não temos capacidade tecnológica de transformar o minério em aço, nem em produtos acabados”, diz o professor, em entrevista à Revista Problemas Brasileiros e ao Canal UM BRASIL — ambas realizações da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Na sua opinião, o País precisa avançar na produção e na aplicação da ciência, principalmente nesse setor. “Esse conhecimento deve ser transformado em inovação, em capacidade de gerar produtos de alto valor agregado”, resume. A conversa, que abordou os desafios econômicos e sociais da Amazônia, foi gravada em Belém do Pará, no evento Encontros COP30 | Clima, Impacto & Mercado, uma realização da Problemas Brasileiros e da FecomercioSP, em parceria com a Casa Balaio, que contou com os apoios da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) e do UM BRASIL.Não existe uma única economia amazônicaDiversidade. Abrangendo nove Estados brasileiros, a Amazônia é repleta de contextos sociais e econômicos diferentes entre si. Portanto, a sua economia não é um bloco homogêneo. “Existem, na verdade, economias amazônicas”, explica o professor. Realidades opostas. “Inclusive, dentro de cada Estado, temos regiões com perfis completamente diferentes. Se compararmos os dois maiores, por exemplo, Pará e Amazonas — as duas maiores economias —, veremos que uma é o contrário da outra”, explica. Derrubando estereótipos. Enquanto o Amazonas é industrializado, com a maior parte da população vivendo na região metropolitana de Manaus, onde há um polo industrial bem din&acir