<![CDATA[R$ 158 bilhões. Esse será o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do País, em um cenário conservador, caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas vá adiante, segundo cálculos feitos pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, do Ministério do Trabalho. Esse montante seria ainda maior – de R$ 609,6 bilhões – se a proposta de diminuir a jornada para 36 horas semanais triunfasse. Para a Entidade, isso significaria um choque de custos muito elevado para esses negócios – a maioria formada por Micro, Pequenas e Médias Empresas que dão a tônica da economia brasileira, e ainda arcam com o grosso dos tributos, em uma conjuntura de margens apertadas, juros elevados, dificuldade no acesso ao crédito e burocracia. O setor de Serviços, por ser maior, seria mais impactado, com elevação de quase R$ 80 bilhões na sua folha de pagamentos. A indústria (R$ 35 bi) e varejo (R$ 30,4) bi também seriam severamente afetados pela mudança [tabela 1]. [TABELA 1]Aumento absoluto do custo da folha de pagamentos por setor produtivo – BrasilFonte: FecomercioSPMarço de 2026 Custo adicional – PEC 36 horasCusto adicional – PEC 40 horasAgronegócioR$ 17.226.636.142R$ 5.212.852.529IndústriaR$ 122.154.602.462R$ 35.923.612.228Construção civilR$ 31.974.785.893R$ 9.677.858.102VarejoR$ 100.625.040.295R$ 30.432.386.249ServiçosR$ 337.706.441.204R$ 76.961.844.549TurismoR$ 672.745.840R$ 200.534.891TotalR$ 609.687.505.996R$ 158.208.553.658 De acordo com a RAIS, cerca de 35,7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com vínculos formais estão enquadrados na faixa entre 40 e 44 horas semanais trabalhadas, algo que representa 62% da força de trabalho celetista do Brasil [tabela 3]. Vale ressaltar que, nas atividades intensivas de uso de mão de obra, os casos do comércio, logística, construção, atendimento, a jornada de 44 horas é o padrão dominante. Nelas, a execução das atividades depende da presença simultânea de trabalhadores organizados em turnos. Esses segmentos serão mais prejudicados caso a proposta seja aprovada. O agronegócio, por exemplo, tem 92% dos vínculos celetistas enquadrados nessa faixa, a construção civil, 91%. Varejo (89%) e indústria (85%) também possuem parcelas significativas de contratos de trabalho com essa jornada. [TABELA 2]Distribuição de