<![CDATA[Quase um terço da renda das famílias brasileiras é usado para pagar dívidas]]

<![CDATA[Quase um terço (30%) da renda das famílias brasileiras estava comprometida com dívidas no início do ano, aponta a Radiografia do Endividamento de 2026, estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A taxa repete-se pelo menos desde 2023. Se não é um número totalmente preocupante, algumas capitais convivem com situações mais críticas. É caso de Teresina (PI), onde quase a metade (42,4%) dos rendimentos mensais dos lares é destinada ao pagamento de dívidas. Em Natal (RN), essa taxa é de 35,6%, e em Macapá (AP), 35,5%. Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG) completam esse ranking [gráfico 1]. A capital mineira, porém, tem o acréscimo de ser a mais inadimplente do País: seis em cada dez famílias da cidade (65%) tinham uma conta vencida no início de 2026. O indicador aumenta a cada ano: no fim de 2023, a porcentagem de famílias nessas condições era de 50%. Um ano depois, foi para 55% e, agora, subiu 10 pontos porcentuais (p.p.). No campo oposto, João Pessoa (PB) é a capital com menor proporção de renda comprometida com dívidas: 15%. É uma taxa bastante abaixo do segundo lugar, o Distrito Federal (DF), com 22% dos rendimentos destinados para dívidas. O ranking ainda tem Goiânia (26%) e Palmas (TO) e Aracaju (SE), com 27%, já próximas da média. Essas diferenças também podem ser notadas no valor absoluto das dívidas familiares das capitais. Nesse sentido, Florianópolis (SC) é onde esse montante é mais alto: R$ 6,4 mil por mês, o que é suavizado pelo fato de a cidade ter a segunda maior renda média familiar entre as capitais [tabela 1]. Não é o que acontece em Belo Horizonte, porém, cujas dívidas chegam a quase R$ 5 mil mensais e a renda média é de R$ 8,2 mil. Segundo a análise da FecomercioSP, essa pressão sobre a renda é um risco significativo de inadimplência, uma vez que, nesse cenário de mais instabilidade, dificilmente as famílias conseguem manter as contas em dia. Assim, as consequências atingem do consumo mais essencial até itens de se

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