<![CDATA[O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 confirmou o que o Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) vinha antecipando nos últimos meses: a economia brasileira perdeu ritmo de forma gradual.O crescimento acumulado no ano passado foi de 2,3%, dentro das expectativas do mercado. No entanto, o dado mais revelador veio no último trimestre, quando a alta foi de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior, sinalizando praticamente uma estagnação da atividade. Em relação ao quarto trimestre de 2024, houve crescimento de 1,8%. Para os especialistas da FecomercioSP, o resultado consolida a percepção de que o País continua avançando, mas com fôlego cada vez menor.Produção sustenta o resultado, mas demanda enfraquecePelo lado da oferta, a Agropecuária registrou expansão expressiva de 11,7%, incentivada por safras robustas. Os Serviços cresceram 1,8%, mantendo resiliência mesmo em ambiente de menor dinamismo. Já a Indústria avançou 1,4%, com destaque para as indústrias extrativas, que subiram 8,6%, refletindo o aumento da produção de petróleo e gás. Apesar disso, a composição do resultado revela fragilidades, conforme se observa do lado da demanda.O consumo das famílias cresceu apenas 1,3% — ritmo inferior ao do ano anterior —, refletindo os efeitos dos juros elevados, do crédito mais caro e da renda pressionada pelo custo de vida. O consumo do governo, por sua vez, avançou 2,1% e contribuiu para sustentar a atividade, enquanto os investimentos registraram alta de 2,9% no acumulado do ano, mas com queda no último trimestre, sinalizando perda de tração. Segundo a FecomercioSP, esse nível de investimento ainda está distante do necessário para promover ganhos consistentes de produtividade e modernização da economia.No setor externo, as exportações cresceram 6,2% e superaram o avanço das importações, que foi de 4,5%, contribuindo positivamente para o resultado agregado. Ainda assim, a combinação de política fiscal expansionista com política monetária cont