<![CDATA[PEC da Segurança Pública deve ser aprovada, mas sem deixar responsabilidade fiscal de lado]]

<![CDATA[A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)entende como fundamental a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 18/2025, ou “PEC da Segurança Pública”, em tramitação no Senado Federal, mas alerta para que essa Casa Legislativa resista a eventuais pressões de categorias por concessão de benefícios ou aposentadorias especiais que resultariam em aumento dos gastos públicos. Texto aprimora combate ao crime organizado O substitutivo aprovado na Câmara dos Deputados trouxe melhorias significativas em relação ao que havia sido proposto inicialmente pelo Executivo. Ao manter um equilíbrio federativo e estruturar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com coordenação nacional e uma execução descentralizada, o projeto preserva autonomia dos Estados e valoriza a cooperação com os municípios. O resultado é mais interoperabilidade tecnológica, com compartilhamento de informações e maior atuação integrada por meio de forças-tarefas, que diminuem o excesso de burocracias desnecessárias. Outra alteração importante foi a previsão de criação de um regime jurídico especial a organizações de alta periculosidade, que inclui sanções rigorosas, restrições a benefícios e instrumentos eficazes de apreensão de bens obtidos com atividades criminosas. Também merece destaque a previsão de modernização e fortalecimento da gestão do sistema prisional, que deve ajudar a combater um dos problemas estruturais da segurança pública no País: a utilização de presídios como centros de comando e articulação criminosa. Por fim, a vinculação de recursos ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), com critérios de distribuição e vedação de contingenciamento, permite previsibilidade orçamentária, fundamental aos setores produtivos. Insegurança afeta empresas e investimentos Uma sondagem realizada pela FecomercioSP há um mês mostrou, por exemplo, que 52,2% dos negócios do Comércio paulistano gastaram com segurança privada para se protegerem da violência, função que deveria ser garantida pelo Estado. Desses, 25,6% investiram em câmeras e monitoramento; 6,4%, em vigilância ou rondas; e 3%, em reforço físico, enquanto outros 15,6% adotam mais de uma dessas medidas. Mais do que investimentos nesses mecanismos de proteção, o crime organizado também desestimula as empresas a injetarem mais recursos nas operações, encarece os seguros, amplia perdas l

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