<![CDATA[O que esperar para a economia brasileira em 2026?]]

<![CDATA[Por Guilherme Dietze*O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou recentemente que “está bem claro por que estamos com os juros em patamar restritivo e por que entendemos que vamos permanecer”. Essa sinalização representa um balde de água fria para aqueles que consideravam uma redução dos juros já no início do ano, o que traz reflexos importantes na economia. A expectativa, agora, é de manutenção da taxa básica em torno de 15% ao ano por um período mais prolongado, com a possibilidade de um ciclo de redução apenas no segundo semestre de 2026.A inflação vem dando sinais claros de arrefecimento. O índice acumulado em 12 meses recuou para 4,46% em novembro, ficando abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%, algo que não ocorria desde setembro do ano anterior. Ainda assim, permanece distante do centro da meta, de 3%, objetivo perseguido pelo atual presidente do Banco Central. Além disso, de acordo com o boletim Focus, a inflação projetada para os próximos três anos não deve convergir para esse patamar.Nesse contexto, a manutenção dos juros em níveis elevados encarece o crédito para famílias e empresas e, por consequência, inibe um crescimento econômico mais robusto. Para 2026, a projeção é de que o PIB (Produto Interno Bruto) avance cerca de 1,8%, ligeiramente abaixo dos 2,1% estimados para este ano.Trata-se, ainda, de um desempenho inferior ao crescimento esperado da economia global, estimado em 3,1%, bem como abaixo da média da América Latina, de 2,3%, e de países como China, com 4,2%, e Índia, com 6,2%.Além do ambiente de juros restritivos, somam-se fragilidades estruturais da economia, especialmente no campo fiscal. Segundo o Instituto Fiscal Independente do Senado Federal, o déficit primário deve alcançar R$ 90 bilhões. Esse resultado negativo pressiona a trajetória da dívida pública, que passou de 71% do PIB no início de 2023 para um patamar próximo de 80% ao final de 2025, com tendência de elevação adicional em 2026.Em um cenário convencional, tais vulnerabilidades fiscais tenderiam a pressionar o real. No en

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