<![CDATA[Extinção da escala 6×1 ameaça folha, preços e empregos no Turismo]]

<![CDATA[O debate sobre o fim da escala 6×1 reinseriu uma questão sensível no centro da agenda do mercado laboral: como garantir melhores condições ao trabalhador sem comprometer os setores que não operam em lógica linear?Atividades econômicas distintas exigem arranjos também diferenciados, o que torna inviável uma regra uniforme para todos os segmentos. Esse foi o diagnóstico da reunião de março do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).“A negociação coletiva tem sido um instrumento mais adequado para que seja adaptado de acordo com a atividade e com a região”, afirmou Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da Entidade. A Federação defende uma discussão mais ampla, técnica e setorializada antes de qualquer mudança legal.Reflexos para o TurismoA discussão não pode ignorar o custo adicional imposto às empresas, tampouco o peso disso sobre setores intensivos em mão de obra, como o Turismo. Segundo os dados apresentados na reunião, 87% das jornadas de trabalho do setor estão acima de 40 horas semanais, o que indica alta exposição do segmento a mudanças dessa natureza. De acordo com a simulação apresentada pelo gestor da área Econômica da FecomercioSP, Fabio Pina, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduza a jornada para 40 horas pode elevar o custo da folha em 5% para quem, hoje, opera entre 40 e 44 horas, e em 10% para empresas com jornadas superiores a 44 horas. Numa proposta mais rígida, de 36 horas, esse impacto pode chegar a 16,7% e 22,2%, respectivamente. No recorte setorial, o Turismo aparece entre os mais afetados. Pelos cálculos da FecomercioSP, o custo adicional anual da folha pode alcançar R$ 200,5 milhões num cenário de jornada de 40 horas, e R$ 672,7 milhões caso o limite caia para 36 horas. Operação contínuaNa avaliação da Entidade, o problema não se resume à folha. Em segmentos que dependam de atendimento em fins de semana, feriados e horários estendidos — como hotelaria, alimentação, transporte e agências —, a reorgan

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