<![CDATA[Escala 6×1 e redução da jornada de trabalho entram no radar do Comércio e acendem debate sobre efeitos na economia]]

<![CDATA[Mudar a jornada de trabalho pode parecer simples no papel. Na realidade, porém, a medida mexe com toda a engrenagem da economia. A proposta de redução da jornada e o possível fim da escala 6×1 no Brasil têm levantado debates sobre produtividade, custos e consequências no emprego, especialmente em setores intensivos em mão de obra.Os dados e análises foram apresentados pelo assessor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Thiago Carvalho, durante reunião do Comitê de Relacionamento de Assessorias Econômicas e Especiais (CRAEE), no dia 11 de março. Ele detalhou os possíveis efeitos da PEC 8/2025, que propõe alterar o Inciso XIII do Artigo 7º da Constituição Federal, para estabelecer jornada máxima de oito horas diárias e 36 horas semanais, com possibilidade de organização do trabalho em quatro dias por semana.Segundo Carvalho, a análise do tema precisa considerar não apenas a organização da jornada, mas também fatores estruturais da economia brasileira, como produtividade, custos do trabalho e dinâmica de contratação. “Qualquer mudança desse porte precisa ser avaliada à luz da realidade econômica do País, principalmente quando envolve setores intensivos em mão de obra, como Comércio e Serviços”, explicou.Produtividade e jornada no cenário internacionalUma das comparações apresentadas na reunião mostrou que a jornada semanal brasileira já está dentro do padrão internacional. No Brasil, a jornada legal é de 44 horas semanais, enquanto diversos países adotam limites semelhantes ou até superiores. O ponto que diferencia é a produtividade. Atualmente, o valor da produção por hora trabalhada no País é de cerca de US$ 17, bem abaixo de economias desenvolvidas como Noruega (US$ 93), Holanda (US$ 80) e Estados Unidos (US$ 70). Segundo o assessor da FecomercioSP, esse é um fator central no debate, pois reduzir a jornada sem ganhos de produtividade pode gerar distorções econômicas relevantes. “O ideal é que eventuais reduções ocorram de forma gradual e acompan

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