<![CDATA[Abrir a loja todos os dias, organizar escalas de trabalho, contratar funcionários e planejar investimentos depende cada vez mais de fatores que vão além do caixa da empresa. Esse foi o ponto de partida do debate realizado na reunião da Câmara Regional Leste do Conselho do Comércio Varejista (CCV), órgão da Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A pauta trouxe uma análise detalhada do cenário econômico e das mudanças jurídicas que podem afetar diretamente a rotina do Comércio. A reunião, realizada no dia 11 de março, no Sindicato do Comércio Varejista do ABC e teve como anfitrião o presidente da entidade, José Carlos Buchala, e contou com a participaram do presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior, do assessor jurídico Paulo Igor Alves de Souza e da assessora Kelly Carvalho, ambos também da Federação, além do presidente do CCV e do Sincomercio Araraquara, Antonio Deliza Neto. Também estiveram presentes representantes de outros sete sindicatos patronais pertencentes à Câmara Regional Leste. As apresentações foram conduzidas por assessores da Federação com o objetivo de ajudar o empresariado a interpretar o momento atual da economia e das regras trabalhistas. Os debates abordaram desde o contexto macroeconômico até propostas de alteração da constituição em discussão no Congresso Nacional, além de decisões recentes do Judiciário que podem alterar custos, organização do trabalho e estratégias operacionais das empresas. Impactos da redução da jornadaUm dos temas discutidos no encontro foi a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, sem redução proporcional de salários. Os estudos apresentados pela assessora Kelly Carvalho indicam que essa alteração representaria queda de cerca de 18,2% nas horas trabalhadas, com aumento aproximado de 22% no custo por hora do trabalho para as empresas. Kelly destacou que a jornada média negociada no Brasil já é de cerca de 38 horas semanais, patamar semelhante ao observado em países desenvolvidos. Ela ressaltou, no entanto, que esses países alcançaram reduções de jornada ao longo de décadas, acompanhadas por ganhos de produtividade e investimentos em tecnologia e qualificação da mão de obra. No Brasil, o crescimento da produtividade é inferior a 1% ao ano, o que exige cautela na avaliação de mudanças estruturais. Setores intensivos em mão de obra, como o comércio, tendem a sentir os impactos com maio