<![CDATA[O empreendedorismo feminino no Brasil nunca foi tão expressivo: no fim do ano passado, cerca de 10,35 milhões de mulheres eram donas de algum empreendimento. Em um universo de aproximadamente 35 milhões de empreendedores brasileiros, 34% são mulheres — um marco histórico, de acordo com pesquisa do Sebrae. E em torno de 57% delas atuam no setor de Serviços, enquanto 25% estão no Comércio.Para se ter uma ideia desse avanço, em 2012, pouco mais de 7 milhões de mulheres estavam à frente do próprio negócio. Essa evolução consolida, cada vez mais, a relevância do empreendedorismo feminino no ambiente produtivo e no crescimento econômico. Com níveis mais elevados de escolaridade e assumindo com mais frequência o papel de chefes de família, as mulheres buscam também a formalização dos negócios. Elas estão abrindo mais espaço em segmentos como tecnologia e economia digital; economia do cuidado; moda, beleza, saúde e bem-estar; educação e consultoria; entre outros. Diante disso, o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro, é mais uma oportunidade de clamar que essa força da economia exige um olhar atento do Poder Público: é urgente que o País promova a atualização do teto do Simples.O poder do regime simplificado O Simples Nacional é uma das políticas públicas mais bem-sucedidas do País, e a forte presença feminina contribui para a relevância desse regime na economia brasileira. Hoje, por exemplo, as mulheres representam 44% dos mais de 15 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) do Brasil, conforme aponta a pesquisa O Corre do MEI em 2024, realizada pela plataforma MaisMei. O Simples Nacional merece atenção, cuidado e valorização permanentes, de modo a garantir que esses negócios tenham condições reais de prosperar para além do engessamento atual. O tema está sendo levado diretamente às lideranças partidárias pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que representa milhões de empresas do Comércio, dos Servi&cced