<![CDATA[Qualquer redução de jornada de trabalho no Brasil deve suceder um aumento de produtividade. Esse foi o posicionamento defendido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com a participação de representantes do Sincomercio de Jaú, do Sincomercio de Mirassol e do Sindilojas de Campinas, durante encontro com a Frente Parlamentar da Agropecuária e outras lideranças do Congresso na última terça-feira (3), em Brasília.A ocasião serviu para que a Entidade assinasse o Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil, ao lado de cerca de uma centena de representantes do setor produtivo do País. O documento elenca quatro prioridades para o tema — a preservação dos empregos formais; a produtividade como base para gerar desenvolvimento social e sustentabilidade econômica; a diferenciação por setor; o uso da negociação coletiva para ajustes de jornadas e salários; a promoção de debates técnicos aprofundados, além de governança no diálogo social.Durante a conversa com os parlamentares, o sociólogo José Pastore, que lidera o Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, apontou que uma das condições elementares para a redução da jornada nas negociações é o ganho operacional. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), enquanto na Noruega cada hora de trabalho gera US$ 93, no Brasil são produzidos apenas US$ 17. “É uma diferença brutal de produtividade”, enfatizou.Além disso, dados de 2024 mostram que cada hora executada por um trabalhador brasileiro produziu US$ 21,4, mantendo o País na 78ª posição do ranking de produtividade global da Conference Board. Em contraste, trabalhadores norte-americanos lideram a lista, com US$ 94,8 por hora.Na leitura de Pastore, o aumento da produtividade deve vir antes de qualquer redução da jornada de trabalho, uma vez que são os resultados desse primeiro processo que permitem o segundo. “O aumento de produtividade só é possível se, antes, houver uma melhora na administração da