<![CDATA[Educação e transporte puxam alta de 0,95% no custo de vida em São Paulo]]

<![CDATA[Os reajustes no transporte público e nas mensalidades escolares pressionaram o custo de vida em fevereiro. De acordo com o índice Custo de Vida por Classe Social (CVCS), mensurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) houve um aumento expressivo de 0,95% em fevereiro, acumulando alta de 4,78% nos últimos doze meses — o efeito desse aumento foi similar entre todas as faixas de renda analisadas. [GRÁFICO 1] Custo de Vida por Classe SocialSérie históricaFonte: IBGE/FecomercioSP. De acordo com a Federação, os principais fatores que puxaram a alta do custo de vida na capital foram sazonais, como educação e transporte, o que não deve ocorrer nos próximos meses. No entanto, a crise no Irã tem pressionado por reajustes nos preços dos combustíveis, como o óleo diesel, o que deve interferir negativamente no resultado de março e deve também pressionar a cadeia logística nas gôndolas, atingindo os consumidores.A alta foi puxada principalmente pelo grupo de transportes, com alta de 1,55% em fevereiro — representando cerca de um terço da alta geral. Com isso, as famílias de renda mais baixa foram mais afetadas, com variação de 2,13% para a Classe E e 2,06% para a Classe D, visto que o transporte público sofreu reajuste no início do ano — o ônibus urbano subiu 2,3% e o preço dos combustíveis, como etanol (1,4%) e gasolina (0,4%), também. Ademais, as passagens aéreas tiveram aumento de 16,9% devido ao feriado de carnaval, período de alta demanda.[TABELA 1] Custo de Vida por Classe Social Fevereiro de 2026Fonte: IBGE/FecomercioSP. Os reajustes dos cursos escolares também exerceram influência na alta do custo de vida. No grupo de educação, a elevação foi de 4,91% em fevereiro — com reflexo similar nas faixas de rendas. As elevações mais expressivas foram registradas no ensino médio (8,4%), no ensino fundamental (8,3%), no ensino infantil (8%) e no ensino superior (4,5%).No grupo de alimentos e bebidas, o aumento de preços foi de 0,83%, atingindo mais fortemente as famílias de renda mais baixa, em razão da alta mais intensa na alimentação no domicílio em relação à alimentação fora do domicílio. Os itens que mais puxaram a alta foram o feijão (11,4%), a alface (5%) e cortes de carne como chão de dentro (3,9%), contrafilé (2,5%) e alcatra (2,1%).O grupo de habitação teve aumento mensal de 0,39%, influenciado pela alta de

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