<![CDATA[A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Administrativa já obteve o número mínimo de assinaturas exigido para começar a tramitar na Câmara dos Deputados. Embora signifique um avanço em pleno ano pré-eleitoral, este é o momento de a sociedade intensificar a mobilização, envolvendo parlamentares, governo e os próprios servidores, para combater os interesses setoriais que ainda resistem a qualquer modernização do Estado. “Precisamos de uma verdadeira onda — uma mobilização dos segmentos que enxergam a reforma como algo positivo para o Brasil. É importante que se manifestem, que participem, que mostrem apoio público e mobilizem os parlamentares para que eles vejam que a reforma tem apoio e que não estamos sozinhos. Trata-se de uma agenda fundamental ao País. Queremos deixar claro que ela tem, sim, respaldo da sociedade e pode ser concretizada”, defende o deputado federal Pedro Paulo (PSD/RJ), relator da PEC. O parlamentar foi um dos debatedores na reunião plenária das diretorias da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e do Centro do Comércio do Estado de São Paulo (Cecomercio), no fim de outubro. Na reunião, Paulo destacou o esforço conjunto da FecomercioSP, da classe empresarial, da Indústria e de diversas outras entidades em uma “operação gigante” que resultou em 171 assinaturas, apoio necessário para que a PEC fosse protocolada. A Federação lidera um manifesto que ajudou a engajar as lideranças políticas na defesa da continuidade da tramitação. O risco agora, complementou, é que haja também um esforço enorme de uma parte da elite do funcionalismo empenhada em barrar a PEC. “Há uma resistência clara por parte de setores da elite do serviço público inclusos na proposta, justamente onde se buscam as principais correções. Esses grupos têm se articulado politicamente, movimentando sindicatos e entidades representativas, numa tentativa de excluir determinadas categorias do alcance da reforma. A Câmara, de olho em 2026, está sensibilizada, após agenda pesada e com erros nesses últimos meses”, complementou. “Mas acredito que estamos construindo uma reforma. Tenho muita fé de que possamos avançar com ela neste último trimestre e, quem sabe, aprovar ao menos parte do texto.” Isso dependerá da colaboração dos três Poderes na construção de uma redação equilibrada, capaz de modernizar o Estado sem gerar impasses políticos. Segundo Paulo, mesmo o governo participo