<![CDATA[O deputado federal Lucas Redecker (PSD-RS) apontou, a um grupo de líderes empresariais encabeçados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que, embora a perspectiva seja de aprovação do projeto que reduz a jornada de trabalho no Brasil – de 44 para 40 horas semanais –, há espaço para discutir uma transição justa. Redecker conversou com o empresariado no gabinete do partido na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (6). “Não há dúvidas que reduzir a jornada é bom para o trabalhador, mas qual será o impacto disso para o próprio trabalhador? O custo de vida dele vai aumentar e o risco de que ele fique desempregado também é grande”, disse ele. “É por isso que estamos lutando por uma transição justa, com compensações ao empresariado pela manutenção dos empregos, porque muitas empresas ficarão sem margens para se adaptar. É preciso ter um consenso, mas, antes disso, nós buscamos equilíbrio”, continuou. Redecker afirmou ainda que as compensações da União ao aumento dos custos do trabalho são a única forma de “manter a porta de quem emprega aberta”. Um estudo da Federação – que, inclusive, balizou os debates recentes em torno da PEC – mostra que a alta nos custos da folha de pagamentos, em uma eventual redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas, como propõe o texto, seria de R$ 158 bilhões.Os dados da Entidade dão conta de uma elevação de cerca de 22% no custo da hora trabalhada – muito acima da média de 1% a 3% nos reajustes anuais reais (para além da inflação) das negociações coletivas. Uma elevação abrupta desse custo, sem melhora consequente da produtividade – haveria retração de 18% na carga semanal de trabalho – seria inviável às empresas, sobretudo às Micro, Pequenas e Médias (MPEs).]]